Você lê todos os dias, mas será que realmente compreende o que lê?
E quando escreve, suas palavras conseguem expressar exatamente aquilo que você pensa?
Ler não é apenas reconhecer palavras. Escrever não é apenas colocar ideias no papel. Entre o que o autor diz, o que o leitor entende e o que o escritor deseja comunicar existem desafios, escolhas, intenções e, muitas vezes, equívocos.
Este curso começa justamente com essas perguntas.
LINGUAGEM – É todo o conjunto símbolos que o ser humano pode utilizar para comunicar-se e apenas ele possui o privilegio dessa capacidade de comunicação de por meio de símbolos. Há a linguagem verbal (palavras) e a linguagem não verbal (símbolos: imagens e sons)
LÍNGUA – É a linguagem cujo instrumento de comunicação são as PALAVRAS (escritas/faladas). É o conjunto de regras específicas, combinadas e articuladas entre si (parte dela presente na gramática), o qual possibilita a uma comunidade (acordo social e legitimado historicamente) utilizar-se da linguagem escrita para comunicar-se. Língua é o código linguístico.
FALA – É a realização concreta da língua, feita por um individuo da comunidade num determinado momento. Para isso, é necessário que cada falante de uma língua conheça e respeite o código linguístico de sua língua. A língua precisa da fala para se estabelecer, mas não necessariamente da escrita. (culturas ágrafas/ pessoas não alfabetizadas).
| LÍNGUA FALADA | LÍNGUA ESCRITA | ||
|---|---|---|---|
| Forma coloquial – livre, sem policiamento e de forma espontânea. | Mais formal e quase 100% policiada. | ||
| Interlocutores conhecem bem a situação e as circunstâncias da comunicação. Para entender o discurso, é preciso recuperar estes contextos. | A mensagem é transmitida de forma não imediata. Primeiro, eu escrevo; depois o leitor receberá: contextos diferentes de produção e recepção. | ||
| Não necessita da escolarização | Necessita da escolarização. | ||
| Elementos prosódicos – entonação/ pausa / ritmo e gestos – que enfatizam o significado das palavras | Não é possivel a utilização de elementos prosódicos. Os sinais de pontuação tentam reconstituir alguns deles. | ||
| O feedback da conversação é imediato. A informação é permeada de subjetividade e influenciada pela presença do interlocutor | A presença do interlocutor/receptor pouco interfere no processo de comunicação. Planejamento prévio. | ||
| A comunicação se perde no tempo, possibilitando mais versões, caso não seja gravada | Ganha em permanência | ||
| Construções simples da língua | Exigem-se construções mais complexas e elaboradas, o que demanda maior domínio da norma-padrão. | ||
"A gente vai se ver lá depois da aula, né?"
1. Produzir um pequeno diálogo entre amigos, incluindo esta frase, como se eles estivessem conversando em um contexto informal.
2. Reescrever a mesma frase como se fosse um e-mail formal para o diretor de uma empresa.
- Atividade de captação das ideias do autor, sem levar em conta as experiências e o conhecimento do leitor.
- Dono absoluto do seu dizer.
- A língua é entendida como representação do pensamento.
- O leitor tem uma participação passiva.
- Atividade que exige uma leitura linear, já que "tudo está dito no texto!".
- A língua é vista como código. O texto é um conjunto de códigos, que o leitor deve apenas decifrar.
- Há apenas um sentido, que está dentro do texto, apenas.
- Atividade interativa e altamente complexa de produção de sentidos.
- A leitura é uma relação entre autor/leitor/texto.
- A língua é resultado da interação entre interlocutores.
- O leitor é um coautor.
Reconhecimento das palavras e compreensão de seus elementos.
Ativação de conhecimentos prévios, estratégias e inferências.
Construção de significados e relação com o contexto.
É o reconhecimento dos sinais gráficos e a conversão deles em sons e palavras.
Nesta etapa:
- Identificamos letras, sílabas e palavras;
- Aplicamos o conhecimento das regras de leitura (sons das letras e combinações);
- Lemos com fluência para dar sentido ao texto.
A análise busca informações a respeito do autor do texto, verificar o vocabulário, entre outros;
A leitura visa obter uma visão do todo, dirimindo todas as dúvidas possíveis, e um esquema do texto.
A compreensão consiste em analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar dados do texto. O enunciado normalmente assim se apresenta:
Nesta etapa:
- As considerações do autor se voltam para...
- Segundo o texto, está correta...
- O autor sugere ainda...
- De acordo com o texto, é correto/incorreto...
- Após a leitura, é possível concluir que...
- O autor afirma que...
A interpretação de texto consiste em saber o que se infere (conclui) do que está escrito. O enunciado normalmente é encontrado da seguinte maneira:
Nesta etapa:
- O texto possibilita o entendimento de que...
- Com apoio no texto, infere-se que...
- O texto encaminha o leitor para...
- Pretende o texto mostrar que o leitor...
- O texto possibilita deduzir-se que...
- vocabulário
- ortografia
- pontuação
- gramática
- sentidos das palavras.
- quem fala;
- para quem fala;
- objetivo da mensagem;
- contexto da situação.
- compreensão e interpretação de diferentes tipos de texto.
- organização, coesão e coerência para construir sentidos.
- relacionar informações;
- entender situações;
- interpretar fatos.
A leitura desenvolve competências que vão muito além das palavras: ela transforma conhecimento em entendimento e compreensão do mundo.
HABILIDADES DE LEITURA
Localizar informações explícitas em um texto
Inferir o sentido de uma palavra ou expressão
Identificar o conflito gerador do enredo e elementos da narrativa
Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de palavra
Sequência de imagens usadas em aula para discutir a construção de sentidos implícitos, intertextualidade e o papel do conhecimento de mundo do leitor na interpretação.
Estratégias
de Leitura
Ler bem é pensar com propósito!
As estratégias de leitura são ações que usamos antes, durante e depois da leitura para compreender melhor o que lemos.
Benefícios- Melhor compreensão e interpretação
- Mais foco e propósito na leitura
- Aprendizagem mais significativa
- Maior autonomia e confiança
Explorar títulos, subtítulos, imagens e palavras-chave para prever o conteúdo do texto.
Ler nas entrelinhas, relacionar ideias e construir sentidos além do que está escrito.
Confirmar ou revisar informações, checar com o texto e avaliar o que foi compreendido.
Identificar o que é relevante, distinguir ideias principais de detalhes.
de Leitura
Aplique estratégias para manter o foco, compreender e organizar as ideias.
Ative seus conhecimentos prévios, faça previsões e defina objetivos para a leitura.
Questione, conecte informações e busque significados mais profundos.
Reflita sobre o que leu, resuma, faça conexões e avalie seu entendimento.
Estratégias transformam leitores em pensadores críticos!
Não basta termos ideias. É necessário saber organizá-las, pois um texto não é um amontoado de frases, simplesmente colocadas uma após as outras, pelo contrário, elas se entrelaçam para que possam estabelecer a significação do texto de modo uno e coerente.
Em grupo, enumerar e indicar a intencionalidade de gêneros textuais utilizados no ambiente eclesiástico/jurídico: